sábado, 24 de julho de 2010

T.,

" e tenho saudades de sentir o mundo parar e nada mais importar, só porque os teus olhos encontram os meus... "

quinta-feira, 22 de julho de 2010

R.,

Ainda bem que recuperámos tudo. Ou vamos recuperar. Bem sei que não é propriedade minha, mas eu estava tão preocupada. No fim de contas, ainda acabou tudo bem. E ainda bem. Agora sempre que como chupa-chupas sabes em quem penso? Ou quando hoje, ao jantar no Monte, ficou um floco de neve perdido em cima da mesa sozinho... Aposto que se estivesses ali nem davas hipótese! Eu trouxe comigo. Pode ser que aguente a tua espera ou pode ser que desapareça.... A segunda é mais provável. Se fizeres questão eu guardo, prometo! E para que saibas, ainda sinto os teus caracóis nas minhas mãos. Quando eles estão suaves e rebeldes, sabes? Que perfeito!
Não estou triste. És mesmo especial. Até nisso as coisas mudaram. Estou feliz. Mesmo que estejas um bocadinho mais longe que daqui às Gambelinhas. E acredito que nos vai fazer bem tudo isto. E descansa que não corto o cabelo. Podes te achar importante, a sério. Tens razões para isso. 
Quando voltar à terrinha talvez não escreva tanto, não que não queira mas é mais complicado. Fica com estas poucas palavras, mas que querem dizer tanto.


quarta-feira, 21 de julho de 2010

R.,

Agora que até a noite adormeceu e a sala está vazia, é difícil não me sentir sozinha.

'Está tudo bem?'
'Está...'
'É porque o R. se foi embora?'
'É... Mas deixa, isto passa.'
'Oh, eu sei o que isso é...'
'É que só o vejo em Setembro...'
'Então?'
'Então que ele não tem carro e eu vou trabalhar o verão inteiro...'
'O V. ainda não foi embora, mas eu sei o que é isso...'
'Não te preocupes. Até amanhã doce.'

Sim, eu sei que escrevo os nomes como tu. É uma das formas de ir recordando.
Agora é tempo de adormecer.

(:

terça-feira, 20 de julho de 2010

R.,


Fechei a porta de tua casa e vi-te partir no autocarro, ainda que não quisesses. Agora, comigo, ficam as recordações destes dias. E todos os presentes e lembranças que deixaste em mim. Relembraste-me a necessidade de ser feliz a tempo inteiro com esse sorriso maravilhoso. À minha frente estende-se um verão sem os teus caracóis e sem as tuas típicas expressões que já eu passei a usar. És sem dúvida um ser incrível. 'Ah, queláro' - dirias tu. Claro que tenho razão.
'Não chores amanhã, que não vou estar cá para te abraçar'. Pois bem, assim fiz. Em vez disso, olho para uma pequena caixa que me deste no meu aniversário, diz lá dentro que está cheia de amor. E tenho uma flor que veio com uma carta. E tenho o teu cheiro numa pulseira que, felizmente, não está larga o suficiente para me cair do braço. E tenho... Tenho tanto para te dar. Tão mais do que te peço.
Hoje, quando acordei, tinha um sem número de ideias para escrever. Apaguei tudo duas ou três vezes. Nada é suficientemente bom, nem consegue explicar metade do que sinto.
Talvez seja melhor assim. Talvez seja melhor guardar para mim e para ti estes últimos dias. As últimas noites.

Ai Veterano, praxe-me.