domingo, 3 de outubro de 2010

Meu Amor,

Se a ausência de palavras se faz notar nesta escrita é porque, pelo contrário, a tua não está presente. Não chegou mais o dia de escrever aqui, senão hoje. Nem tenho reflectido muito acerca dos dias que passaram desde que regressei ao Algarve. Tenho apenas aproveitado cada sorriso teu. Mas, se me sentar, de pernas cruzadas a contemplar o céu, chega-me ao coração que nunca me senti tão bem. Que esta calma nunca se fez sentir tanto tempo. É fácil gostar de ti. Tão fácil. Mesmo quando a gelatina fica dura e a pizza queimada. Mesmo quando me pões a dançar depois de os meus pés já terem pedido descanso existe muito tempo. E agora que estou a sós comigo mesma, sinto uma saudade imensa daquele crepe de chocolate com gelado de morango depois de ouvirmos Luís Represas. Saudades da aldeia e das festas. Aqui a vida é diferente. Igualmente saborosa e desejável, mas diferente. Aqui temos os artigos e os apontamentos. Os horários a cumprir que nos roubam a liberdade.
Hoje o adormecer não vai ser igual. Mas não faz mal. Eu espero por ti, meu amor.