terça-feira, 20 de julho de 2010

R.,


Fechei a porta de tua casa e vi-te partir no autocarro, ainda que não quisesses. Agora, comigo, ficam as recordações destes dias. E todos os presentes e lembranças que deixaste em mim. Relembraste-me a necessidade de ser feliz a tempo inteiro com esse sorriso maravilhoso. À minha frente estende-se um verão sem os teus caracóis e sem as tuas típicas expressões que já eu passei a usar. És sem dúvida um ser incrível. 'Ah, queláro' - dirias tu. Claro que tenho razão.
'Não chores amanhã, que não vou estar cá para te abraçar'. Pois bem, assim fiz. Em vez disso, olho para uma pequena caixa que me deste no meu aniversário, diz lá dentro que está cheia de amor. E tenho uma flor que veio com uma carta. E tenho o teu cheiro numa pulseira que, felizmente, não está larga o suficiente para me cair do braço. E tenho... Tenho tanto para te dar. Tão mais do que te peço.
Hoje, quando acordei, tinha um sem número de ideias para escrever. Apaguei tudo duas ou três vezes. Nada é suficientemente bom, nem consegue explicar metade do que sinto.
Talvez seja melhor assim. Talvez seja melhor guardar para mim e para ti estes últimos dias. As últimas noites.

Ai Veterano, praxe-me.

2 comentários:

R. disse...

E o meu maior desejo é que consigas ser feliz a tempo inteiro, como dizes que eu te ensinei.
E puder estar sempre ao teu lado para te abraçar!

Adoro-te*

Becas disse...

Ai q o meu coração ficou tão cheio agora =) Obrigada por escreveres.